Essa é uma dúvida muito comum na consulta psiquiátrica.
Muitas pessoas têm medo de iniciar um tratamento para ansiedade porque acreditam que todo medicamento psiquiátrico causa dependência. Mas essa ideia precisa ser vista com cuidado.
Nem todo remédio usado para ansiedade causa dependência.
Existem diferentes classes de medicamentos, com indicações, tempos de uso e formas de acompanhamento diferentes. Alguns podem exigir mais atenção quanto ao risco de dependência, especialmente quando usados sem orientação médica ou por tempo prolongado. Outros não têm esse perfil e podem ser utilizados com segurança quando bem indicados.
O ponto principal é: medicamento não deve ser iniciado, interrompido ou ajustado por conta própria.
Na prática, o tratamento da ansiedade precisa considerar a intensidade dos sintomas, o histórico do paciente, a presença de crises de pânico, alterações no sono, impacto na rotina, uso de outras medicações e condições associadas, como depressão, estresse ou burnout.
A medicação, quando indicada, não deve ser vista como fraqueza. Ela pode ser uma ferramenta importante para reduzir sofrimento, recuperar funcionalidade e permitir que a pessoa retome sua qualidade de vida.
Também é importante lembrar que o tratamento pode envolver psicoterapia, mudanças de rotina, organização do sono, manejo do estresse e acompanhamento contínuo.
O mais seguro é fazer uma avaliação individualizada com um psiquiatra, entender qual é a melhor conduta para o seu caso e tirar todas as dúvidas antes de iniciar qualquer tratamento.
Saúde mental exige informação, cuidado e responsabilidade.
Dra. Michelle Vilar
Psiquiatra
CRM 96072